Teologia da prosperidade

Teologia da prosperidade

 

Não em uma tentativa de se aproveitar da atual situação, porque é vergonhosa, mas, com tristeza em ver o caminho que grande parcela da igreja tem tomado, é que decidimos abordar este tema: o Evangelho da Prosperidade e seus prejuízos. 

Por: Pr. Jônatas Oliveira - MCM

O Espírito Santo despertou-nos nesses dias a documentar o nosso sentimento de inconformação com o estado em que a igreja se encontra. As letras que seguem abaixo não são uma acusação sem fundamento, cujo único intento é meramente destrutivo, pelo contrário, são as lágrimas de um pastor e missionário que acredita na igreja viva do Senhor Jesus, e a vê como corpo de Cristo.

O mercantilismo e o comércio tomaram conta de grande parte da igreja, descentralizando a verdade suprema da mensagem do Evangelho, que é Cristo e sua obra redentora, tornando a salvação tema secundário nas letras sagradas.

Elevaram ao pódio a prosperidade, a realização, o sucesso e a felicidade do crente. Isso é ultrajante, simplesmente deplorável! Muitos dos que veem essas aberrações tem se calado, por medo de julgar e serem julgados.                                                                                                                 

Máximas da Teologia da Prosperidade

  • “A pobreza de Jesus nos fez ricos”.
  • “Todo crente precisa ser rico e curado”.
  • “Eu não quero o ouro do céu no céu, eu quero o ouro do céu na Terra”.
  • “Todo nascido de novo é um pequeno deus”.
  • “A obra redentora só se concretiza no inferno, quando a alma de Jesus foi atormentada em nosso lugar”.
  • “Esse é o ano de reinar em vida”.

A verdade, custe o que custar

 

A Teologia da Prosperidade alega que a espiritualidade deve ser medida com base na condição financeira do indivíduo e não pelo relacionamento que desenvolve com Deus e a Palavra. O rico é de Deus, e o que passa privações está em pecado. Perverteram o significado de prosperidade o restringindo a “luxo”. Afirmam que todo crente deve ser rico, pois Cristo já se fez pobre.

 

A verdadeira prosperidade não é sobejar, mas, sim estar suprido no essencial. Não estamos sugerindo um evangelho franciscano “da miséria”, mas, que haja correção já, uma revisão imediata do que tem sido ministrado no Brasil. 

O Evangelho deve ser uma mensagem a ser pregada onde ninguém quer ouvir, a busca pela aceitação pode não ser divino ou genuíno. Os pregadores devem perder o desejo de fazer média e entender que são servos (escravos), devem perder os seus diretos.

A palavra não deve ser adulterada mesmo que seja contra nós. Falemos a verdade, chegou o tempo de nos levantarmos com igreja.

Que as minhas revelações não sirvam de alicerce para minha hipocrisia.

Jônatas Oliveira